"Memórias e histórias do LEAH": compartilhe conosco suas memórias
- leahinhis
- 22 de abr.
- 3 min de leitura
O LEAH – Laboratório de Ensino e Aprendizagem em História – não nasceu do dia para a noite. Ele surgiu do desejo de pensar o ensino de História para além da sala de aula tradicional. Criado por professoras e estudantes da UFU, o LEAH foi, desde o início, um espaço de acolhimento, criação e diálogo. Oficinas, estágios, debates, projetos e materiais nasceram em meio a pilhas de cartolinas, debates intensos e muitos cafés partilhados.
Neste primeiro post do nosso site, queremos contar um pouco dessa história com quem viu tudo começar. Conversamos com o primeiro monitor do LEAH, que nos ajudou a abrir portas (literal e simbolicamente!) para o que viria a se tornar um dos espaços mais importantes de formação docente em História na UFU.
O LEAH é, antes de tudo, feito de pessoas. Estudantes, professoras(es), escolas, projetos, debates, falas e escutas formam a base de tudo o que construímos até hoje. Ao lançar nosso site, queremos marcar esse momento voltando às origens: de onde viemos? Como surgiu esse espaço que, há tantos anos, forma educadoras(es) críticas(os) e comprometidas(os) com o ensino de História? Contar essa história é também honrar as memórias que nos trouxeram até aqui – e reconhecer que cada passo do caminho foi construído coletivamente.
O LEAH foi fundado a partir da necessidade de criar um espaço que articulasse teoria e prática no ensino de História. Seu surgimento está vinculado às reflexões da área de Didática da História e ao fortalecimento das licenciaturas na UFU, especialmente quando se ampliava a atenção ao estágio supervisionado e à formação inicial docente.
No início, o LEAH enfrentou desafios comuns a muitos projetos da universidade pública: a falta de estrutura física adequada, escassez de recursos e a invisibilidade do campo da didática frente às outras áreas da pesquisa histórica. Mas foi justamente essa ausência de espaço que motivou as primeiras ações do laboratório: a necessidade de construir práticas próprias, refletir sobre o fazer docente, articular os saberes da universidade com as experiências das escolas e dar visibilidade ao ensino como campo de criação, pesquisa e intervenção social.
A seguir, apresentamos trechos da conversa com quem viveu o nascimento do LEAH de dentro: o primeiro monitor do laboratório, que acompanhou os momentos fundadores e deixou contribuições que seguem presentes até hoje.
Muita coisa mudou ao longo dos anos:
· O perfil dos integrantes, que hoje inclui uma diversidade maior de estudantes e temas;
· A expansão das mídias e redes do laboratório;
· A formalização de projetos, o crescimento do acervo, os vínculos com escolas e outros cursos.
Mas algo permanece: o compromisso com a formação de educadoras(es) que pensam e praticam o ensino de História como uma ferramenta de leitura crítica do mundo e de transformação social. O LEAH segue sendo um espaço de experimentação, escuta e construção de conhecimento coletivo.
Hoje, o LEAH realiza oficinas abertas, organiza eventos, produz materiais didáticos e paradidáticos, mantém um acervo para consulta e empréstimos, e atua nas redes sociais com conteúdo voltado ao ensino de História. Mais do que um espaço físico, o laboratório é uma comunidade em movimento. A cada novo semestre, novos rostos e ideias chegam, se somam às experiências anteriores e continuam escrevendo essa história.
A história do LEAH é feita de encontros, partilhas e aprendizagens. Ela começa com pessoas que sonharam em transformar o ensino de História e segue viva nos projetos que realizamos hoje.
O LEAH somos todos nós!

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